Atestado ParaRaio – Elétrica Nr 10

Inspeção dos pára-raios

Inspeção dos pára-raios

O Brasil é um dos países com maior incidência de raios no mundo, cerca de 70 milhões de ocorrências por ano, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). A intensidade é maior no período de chuvas, por isso, é importante saber como se proteger desse risco.

Melhores Empresas de Treinamento Brigada Incêndio Cipa, PPRa para Condomínios

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O topo dos prédios, que nem sempre recebe a atenção necessária, é uma área que necessita de cuidado especial, sendo o pára-raio, ou Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), um de seus principais equipamentos. 

Saiba porque é importante a instalação de um e como deve ser feita a manutenção.


Riscos

Quando um raio atinge um edifício protegido, a descarga elétrica percorre o pará-raio, atinge o sistema de cabos e segue até atingir o solo. Sem a proteção, ou com projeto inadequado, o raio pode danificar a estrutura do edifício e percorrer as instalações elétricas. A falha do SPDA também põe em risco os condôminos que estiverem circulando pelas dependências do condomínio no momento da queda do raio.

Deve-se atentar também para a questão do seguro do prédio. Um sistema inadequado de SPDA pode gerar problemas na hora de receber a cobertura da seguradora.

Outro ponto importante é quanto à instalação de antenas de TV por assinatura. Embora, normalmente, os condôminos utilizem antenas coletivas, um ou outro pode fechar com alguma operadora. Quando isso ocorre, os técnicos da empresa geralmente optam por instalar a antena no topo do prédio. Isso precisa de acompanhamento do síndico, pois esta antena precisa estar aterrada, conectada ao sistema de pára-raio. O síndico deve verificar também se estão fazendo uma base para fixação da antena, furar a laje, nem pensar! Pode gerar problemas, como infiltrações.

Instalação

  • Todos os prédios novos vêm com SPDA instalado. Mesmo entre edificações mais antigas, é difícil encontrar alguma que não tenha o sistema instalado.
  • Mesmo nos dias de hoje, com todas as informações disponíveis, é muito comum encontrar instalações falhas.
  • Se o condomínio possui o sistema, mas não sabe se está dentro das normas, deve se executar uma vistoria técnica, feita por um engenheiro eletricista, e projetar um novo sistema, quando necessário, de acordo com a norma NBR-5419/ 01 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
  • Quando o SPDA é instalado, o condomínio deve receber a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), emitida pelo engenheiro responsável, o projeto do sistema e um relatório técnico da instalação. A ART é renovada anualmente, a cada manutenção.
  • O equipamento instalado capta a descarga elétrica e conduz, de forma segura, até a terra.
  • A instalação de um sistema de pára-raios pode levar de dois a três dias.
  • O SPDA protege a estrutura do edifício contra as descargas elétricas, bem como as pessoas que circulam pelo condomínio no momento da queda de raios. Aparelhos eletrônicos não são protegidos pelo sistema de pára-raios, mesmo porque, quando esses equipamentos sofrem danos, normalmente, a descarga elétrica vem pelas linhas de transmissão.
  • A instalação deve seguir rigorosamente as instruções da NBR – 5419.  Há casos de condomínios que utilizam os rufos como condutor. Entretanto, os rufos são seccionados a cada dois metros e não têm condução permanente. Desta forma, a descarga elétrica não será conduzida corretamente.
  • Alguns condomínios também aproveitam as barras de aço da estrutura do prédio como “descidas” para conduzir a descarga elétrica.  Entretanto, esta opção só pode ser usada se especificada no projeto estrutural.


Tipos

A NBR – 5419 prevê dois tipos de sistemas de pára-raios, o Franklin e a Gaiola de Faraday. Para proteção adequada, no caso de prédios com mais de 20 metros de altura, recomenda-se a instalação dos dois sistemas, que trabalharão conjuntamente na proteção do condomínio. Veja a diferença entre os dois:

  • Gaiola de Faraday: composto de seis partes principais – captor do tipo Terminal aéreo, cabo de cobre, suportes isoladores, tubo de proteção, malha de aterramento e conector de medição. Esse sistema envolve todo o perímetro do prédio. O cabeamento é fechado e é posto um captor a cada cinco metros.
  • Franklin: utiliza-se captor tipo Franklin, ou seja, em forma tridente, poste metálico (a ser instalado no ponto mais alto do prédio), cabo de cobre, caixa de inspeção, haste copperweld e conector cabo/haste. Aqui, a captação da descarga é feita pelo mastro.
  • O custo médio para instalação dos dois sistemas, como é recomendado, fica em torno de R$ 2.000,00, já com a avaliação técnica do engenheiro, mas esse valor pode variar, chegando a R$ 4 mil.


Manutenção

Depois de instalado, o pára-raio deve ser checado anualmente, sendo vistoriado por empresa especializada em medição ôhmica (resistência de aterramento) para verificação das condições gerais do sistema. Através da medição ôhmica, o técnico avalia se a descarga está ocorrendo corretamente. Veja outros pontos importantes:

  • A vistoria avalia as condições das hastes, se estão esticadas ou não, e se os isoladores estão bem fixados à estrutura.
  • O mastro do pára-raio possui a luz piloto, que identifica a altura do prédio. Ela precisa de manutenção, a lâmpada pode queimar.
  • A caixa d’água também precisa estar aterrada, pois pode atrair raios.
  • Quando é feito o trabalho de manutenção, faz-se também uma limpeza no cabeamento e nos captores. Troca de captores só em casos isolados, como de quebra.
  • O custo de uma manutenção gira, atualmente, em torno de R$ 250,00, já incluindo o atestado técnico feito por um engenheiro especializado.
  • Importante: O atestado deve ser conclusivo. Ou seja, se houver informação de que há necessidade de obras, você terá recebido um relatório técnico e não um atestado de conformidade.


Seguro

As seguradoras normalmente cobrem os danos causados por raios, mesmo quando há problema no SPDA, entretanto, a falta de manutenção e o ART informando que o sistema está fora das normas, podem causar problemas. As empresas podem argumentar que os danos ocorreram pela falta de cuidados, o que complica e prolonga o processo de indenização.

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SP: bombeiros controlam incêndio em prédio comercial

03 de julho de 2014 • 02h54 • atualizado às 05h31

Segundo o Corpo de Bombeiros, fogo foi controlado por volta de 1h45 desta quinta-feira

Até a noite, não havia informação sobre o que teria causado as chamas

Foto: Alan Morici / Terra

O incêndio que atingiu um prédio comercial na tarde desta quarta-feira, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo, foi controlado pelo Corpo de Bombeiros à 1h45 desta quinta-feira, de acordo com a corporação. Segundo os bombeiros, mesmo após controlar o incêndio, 18 viaturas seguiam no local, na fase de rescaldo, por volta de 5h30.

O fogo começou por volta das 16h45, na rua Senador Dantas. Quarenta e uma viaturas e pelo menos 160 bombeiros foram enviados ao local para combater as chamas.

SP: incêndio de grandes proporções atinge prédio comercialClique no link para iniciar o vídeo

SP: incêndio de grandes proporções atinge prédio comercial

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), em função da ocorrência, a alameda Santo Amaro, sentido único, próximo à rua Paulo Eiró, foi interditada. O local do incêndio fica próximo ao Largo 13.

Por meio de nota, a empresa Armarinhos Fernando, dona do depósito e da loja, informou que, devido à atuação rápida de sua equipe, “todos os funcionários e consumidores foram retirados com segurança” do local. “A Armarinhos Fernando está no aguardo de um parecer da perícia para identificar a causa do incêndio”, diz a nota.

Placas de Sinalização Rota de Fuga

Placas Sinalização Extintores Hidrante

 

 

Raio atinge prédio e destrói parte da estrutura em Praia Grande, SP

Quina da fachada de prédio ficou danificada após ser atingida por raio.

Temporal ocorreu na Baixada Santista por volta das 5h de domingo (12).

Raio atingiu prédio, danificando estrutura em Praia Grande (Foto: Rogério Soares / A Tribuna de Santos)Raio atingiu prédio, danificando estrutura em Praia Grande (Foto: Rogério Soares/A Tribuna de Santos)

A quina da fachada de um prédio em Praia Grande, no litoral de São Paulo, ficou danificada após ter sido atingida por um raio durante um temporal na manhã de domingo (12). O edifício não tinha para-raios, e moradores acabaram tendo seus eletrodomésticos e aparelhos eletrônicos afetados após a descarga elétrica cair sobre a estrutura do prédio.

O temporal ocorreu nas cidades da Baixada Santista por volta das 5h de domingo. Várias ruas ficaram alagadas, mas nenhuma ocorrência grave foi registrada pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o fenômeno é comum durante o verão, quando os dias são marcados por calor intenso e tempestades. Nesse último temporal, foram registrados cerca de 40 raios, uma quantidade considerada regular, de acordo com o Inpe

Fonte: G1